| Lago Starnberger |
(tradução de Ivan Junqueira - Brasil)
"1. O enterro dos mortos
Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; nos surpreendeu, caindo do Starnbergersee___________é um lago de tamanho importante na Baviera. É um grande lago ao sudoeste de Munique na alta Baviera (Alemanha). Tem um comprimento de 21 km de norte para sul e 3 a 5 km de oeste a este, tendo uma superfície de 56 km². Está a uma altitude 580 metros. Foi neste lago que morreu afogado o rei Luís II da Baviera.
Com um aguaceiro. Paramos junto aos pórticos________ s.m. Portal de edifício nobre.
Espaço coberto cuja abóbada é sustentada por colunas e que serve de entrada ou vestíbulo.
E ao sol caminhamos pelas aléias de Hofgarten,_________O Jardim da Corte (Hofgarten) da Münchner Residenz é um dos maiores jardins maneiristas a norte dos Alpes.
| Hofgarten |
Tomamos café, e por uma hora conversamos.
Big gar keine Russin, stamm' aus Litauen, echt deutsch. ______ Big não um russo, derivado "da Lituânia, verdadeiro alemão.
Quando éramos crianças, na casa do arquiduque,
Meu primo, ele convidou-me a passear de trenó.
E eu tive medo. Disse-me ele, Maria,
Maria, agarra-te firme. E encosta abaixo deslizamos.
Nas montanhas, lá, onde livre te sentes.
Leio muito à noite, e viajo para o sul durante o inverno.
Que raízes são essas que se arraigam, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa? Filho do homem,
| No meio dos Jardins da Corte ergue-se um pavilhão, o Templo de Diana, uma antiga construção de Heinrich Schön (1615). |
Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam, nem te consola o canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/newbb/viewtopic.php?topic_id=3252#ixzz2syTZ0S1R
Interersante esta de parabens
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